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Por Renata Garofano

No mesmo dia em que o Brasil comemorava os 100 anos da Proclamação da Independência do país, os brasileiros ganharam o que seria até então o mais revolucionário equipamento de comunicação de massa: o rádio.

Foi em 7 de setembro de 1922 , há 100 anos, que uma antena receptora no morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, transmitiu o discurso do então presidente da República, Epitácio Pessoa. A transmissão aconteceu durante uma feira internacional na cidade e foi apresentada por um grupo de empresários americanos.

Para celebrar esses 100 anos do rádio no Brasil, o Jornalismo da Record TV preparou uma série de 13 podcasts que vão contar a história do rádio no país, com o apoio do acervo da Rádio Record. Os videocasts foram totalmente gravados com celulares iPhone 13. Veja abaixo a programação de lançamento dos podcasts, disponíveis em todas as plataformas digitais. Os conteúdos em vídeo estarão com exclusividade no PlayPlus.

1) 100 Anos do Rádio no Brasil  - História do rádio no Brasil e da Rádio Record
Apresentação: Celso Freitas
Convidados: Reinaldo Gottino, Eleandro Passaia, Camila Busnello

Abaixo, ouça o episódio na íntegra:

2) 100 Anos do Rádio no Brasil  - Arquivo Vivo – Especial Gil Gomes
Apresentação: Celso Freitas
Convidados: Percival de Souza, Renato Lombardi

Acompanhe o episódio completo:

3) 100 Anos do Rádio no Brasil - Homenagens – Elis Regina e Raul Seixas
Apresentação: Cesar Filho
Convidados: João Marcelo Bôscoli e Vivi Seixas

Ouça o episódio na íntegra:

4) 100 Anos do Rádio no Brasil - Grandes Narradores da Rádio Record
Apresentação: Celso Freitas
Convidados: Reinaldo Gottino, Oswaldo Maciel, Andre Avelar

Ouça o episódio na íntegra abaixo:

5) 100 Anos do Rádio no Brasil  - Fofocas e celebridades
Apresentação: Cesar Filho
Convidados: Fabíola Reipert, Keila Jimenez e Nelson Rubens

Ouça o episódio completo:

6) 100 Anos do Rádio no Brasil - As Copas de 1982 e 1986

Apresentação: Celso Freitas
Convidados: André Avelar e Mylena Ceribelli

Acompanhe o episódio na íntegra:

7) 100 Anos do Rádio no Brasil - Pioneirismo em shows e estilos musicais
Apresentação: Celso Freitas
Convidados: Gilliard e Celso Zucatelli

Confira o episódio completo:

8) 100 Anos do Rádio no Brasil - Locutores da Rádio Record 
Apresentação: César Filho
Convidados: Gerado Luís, Eleandro Passaia e Humberto Ascencio

9) 100 Anos do Rádio no Brasil - Principais títulos dos times paulistas
Apresentação: Celso Freitas
Convidados: André Avelar e Roberto Thomé

10) 100 Anos do Rádio no Brasil - Grandes nomes: do rádio para a televisão
Apresentação: Celso Freitas
Convidados: Roberto Cabrini e Camila Busnello

11) 100 Anos do Rádio no Brasil - Podcringe – Como era o rádio antigamente
Apresentação: Celso Freitas
Convidados: Michael Keller, Rap 77, Sergio Cursino

12) 100 Anos do Rádio no Brasil – A era áurea da Rádio Record
Apresentação: Celso Freitas
Convidado: Paulito Machado de Carvalho Neto

13) 100 Anos do Rádio no Brasil - Ícones do passado
Apresentação: Celso Freitas
Convidado: Heródoto Barbeiro

Após sete meses daquela primeira transmissão radiofônica, o empresário Roquette Pinto fundou a primeira emissora de rádio do país: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. A Rádio Record nasceu alguns anos depois, mais precisamente em 28 de outubro de 1928. Álvaro Liberato de Macedo, dono da loja de discos Record, foi o responsável pela inauguração da emissora radiofônica que, três anos depois, passou para o controle de um grupo de empresários capitaneados por Paulo Machado de Carvalho.

A radiodifusão no Brasil ficou anos sem devida regulação por alguns anos. Apenas em 1932, no governo de Getúlio Vargas, foi publicado um decreto que tinha como principais aspectos a concessão de canais e a legalização da propaganda comercial.

A liberação das propagandas nas rádios trouxe desenvolvimento às emissoras. As radionovelas e os programas musicais se popularizaram, lançando diversos artistas. Os programas jornalísticos também conquistaram a população brasileira.

O sucesso das radionovelas
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Arte R7

No anos 1940 e 1950, as rádios viveram sua era dourada. E boa parte desse sucesso veio graças a um formato inovador: as rádionovelas! Os dramas radiofônicos logo caíram no gosto popular. A primeira rádionovela produzida no Brasil foi Em busca da felicidade, exibida na Rádio Nacional.

O formato radionovela deu tão certo que a emissora chegou a apresentar vinte novelas por dia durante sua programação. A consagração definitiva do gênero veio com o dramalhão cubano O direito de nascer. Durante os quase três anos em que esteve no ar, o Brasil chorou copiosamente com a saga de Albertinho Limonta e mamãe Dolores.

Depois vieram as séries de aventuras e o grande nome do gênero foi Jerônimo, o herói do sertão, que ficou 14 anos no ar. Tanto as radionovelas quanto as séries ganharam versões televisivas, consolidando o pioneirismo radiofônico. 

“Nós somos as cantoras do rádio”

O rádio sempre foi o responsável pelo surgimento dos grandes modismos e inúmeros ídolos musicais. No início, foram as marchinhas e os grandes cantores, como Carmen Miranda, Orlando Silva, Nora Ney. Logo depois vieram os programas de calouros, e nomes como Luiz Gonzaga, Chico Anysio e Angela Maria surgiram.

Outro destaque radiofônico da década foram os programas de auditório e as disputadíssimas competições de “rainhas do rádio”, onde cantoras como Linda Batista, Marlene e Emilinha Borba mobilizavam multidões atrás de votos.

Os anos se passaram e a música ganhou ainda mais protagonismo nas emissoras. E na onda desse protagonismo, a Rádio Record liderou a audiência por muitos anos, tocando de forma pioneira canções sertanejas e apresentando nomes como Inezita Barroso, Isaurinha Garcia e outros. E foi esse pioneirismo que fez com que a Record fizesse jus ao slogan: “Rádio Record: a maior”.

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Arte R7
Frequência modulada, a FM

Em 1955, uma nova revolução: é inaugurada no Brasil a Rádio Imprensa do Rio de Janeiro, primeira emissora FM do Brasil. Mas foi só no final dos anos 1970, que o FM realmente caiu nas graças do grande púbico.

No final da década seguinte, surgiu a segmentação musical das emissoras de FM. Com esse movimento, as rádios passaram a priorizar em suas programações um determinado estilo. Uma rádio era essencialmente sertaneja, outra dance music, outra apostava no samba e tinha rádio até de música clássica.

Baseadas no sucesso que a Rádio Record fazia, surgiram também as rádios populares que apostavam no sertanejo e no romântico popular. E assim, do rock ao sertanejo, do samba ao funk, da dance a música clássica, as rádios de todo o brasil até hoje oferecem ao ouvinte a possibilidade de ouvir seu estilo musical favorito, seja ele qual for.

Jornada esportiva

No final dos anos 1920, com uma linguagem muito formal, o locutor Amador Santos inaugurou as transmissões esportivas no rádio. Nos primórdios dos anos 1930, um jogo de futebol envolvendo as seleções paulista e paranaense marcou o nascimento das transmissões vibrantes, estilo que permanece até hoje. O criador desse estilo foi o locutor Nicolau Tuma, na Rádio Educadora Paulista.

As Copas do Mundo também marcaram a história do rádio. Em 1938, aconteceu a primeira transmissão na voz de Gagliano Neto. E foi também pelo rádio, em 1950, que uma tragédia ficou eternizada na voz de Jorge Cury, da Rádio Nacional. Ele foi o locutor da derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa. Mas depois também vieram muitas alegrias, com as Copas vencidas em 58, 62, 70, 94 e 2002.

Ao longo dos anos, um verdadeiro esquadrão de narradores e comentaristas esportivos foi se formando. Nomes como Ary Barroso, José Carlos Araujo, Geraldo José de Almeida, Luciano do Valle e outros que brilham até hoje, como José Silverio e Silvio Luis.

O humor no rádio

Se as radionovelas fizeram chorar e o esporte levantou torcidas, o rádio tem outro grande poder: fazer rir. O humor sempre foi uma valiosa ferramenta das emissoras.

A primeira aposta no gênero surgiu em 1936, quando Alvarenga e Ranchinho divertiam o povo brasileiro com seu humor bem simplório. Outro ícone do humor que marcou época foi o PRK 30.

Desde então, o humor nunca mais deixou as ondas do rádio. Veio o Show de Rádio, com Estevam Sangirardi, que fez escola para as novas gerações, como o Na Geral e o Estádio 97. Teve o Balança, Mas Não Cai, com a dupla Primo Rico e Primo Pobre, estrelada por Paulo Gracindo e Brandão Filho. O sucesso deles foi tão grande, que a dupla ganhou uma versão para a televisão. Aliás, não foram poucos os programas de humor no rádio que acabaram indo para a televisão. Um exemplo mais recente é o Programa Pânico, da Jovem Pan.

Rádio é informação
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Arte R7

Emoção, diversão e boa música sempre foram características do rádio brasileiro. Mas desde que chegou ao país, o rádio sempre cumpriu dever de informar o ouvinte. Foi por meio do do rádio que o Brasil ouviu as principais notícias sobre a Revolução de 32, o suicídio de Getúlio Vargas, a Segunda Guerra Mundial e todos os grandes fatos da humanidade. Graças a agilidade e a rapidez, a informação sempre chegou antes nas ondas do rádio.

Noticiosos inesquecíveis sempre estiveram presentes nos 100 anos do rádio. O pioneiro foi o Repórter Esso, do Rio de Janeiro, que estreou em 1941 e ficou 27 anos no ar. Os famosos Jornal da Manhã, da Jovem Pan, O Pulo do Gato, da Rádio Bandeirantes, e o Giro 89, da 89 FM de São Paulo, que rejuvenesceu o jornalismo no rádio, são bons exemplos de informativos de sucesso.

E não foram poucos os jornalistas que trouxeram ao rádio jornalismo uma inquestionável credibilidade. José Paulo de Andrade, Samuel Schvartzman, Ricardo Boechat, Milton Neves, Salomão Ésper, Heródoto Barbeiro e tantos outros deram enormes contribuições ao radiojornalismo brasileiro.

E não dá pra falar de rádio sem falar das grandes vozes dos comunicadores. Nomes como Hebe Camargo, Chacrinha, Galvão Bueno, Luciano Huck, Adriane Galisteu, Cesar Filho e Serginho Leite iniciaram suas carreiras nas ondas do rádio. E quando falamos em grandes comunicadores, a Rádio Record sempre foi a referência. Zé Bettio, Gil Gomes, Eli Correa, Barros de Alencar e Paulo Barbosa transformaram a Record em um fenômeno de audiência. E foi na Rádio Record que nomes como Silvio Santos, Faustão e Gugu brilharam.

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Arte R7

O comunicador Gil Gomes, sem dúvida, marcou o nome na história do jornalismo policial. O jornalista Renato Lombardi, escreveu a crônica abaixo:

Crônica sobre Gil Gomes
Por Renato Lombardi

Conheci Gil Gomes pessoalmente durante uma cobertura jornalística. Um homem que matava mulheres que conhecia durante bailes aos domingos à tarde, num clube de trabalhadores perto da Praça Clovis Bevilacqua, fora preso pelos policiais do distrito da Liberdade.

Eu ouvia sempre o Gil no rádio e passei a observá-lo durante a entrevista que fazia num gravador enorme com um dos policiais responsáveis pela identificação e prisão daquele homem que matara pelo menos seis mulheres. Gil falava com o policial com o mesmo tom de voz que se expressava nos seus programas de rádio. Voz grave, inteligente nas perguntas.

Nos tornamos amigos. Sempre distante. Ele nos seus programas de rádio, e eu pelo jornal e pela Rádio Bandeirantes. Anos depois, reencontrei Gil na sala do então diretor do Departamento de Homicídios, Marco Antonio Desgualdo. Gil que deixara o rádio fazia sucesso na TV com seus causos. Ele sabia contar como ninguém os crimes.  E por isso decidi dedicar uma de minhas crônicas a ele como uma pequena biografia de um homem que teve milhões de ouvintes e seus programas de rádio faziam eco nas delegacias de polícia e nas casas.

Paulistano do bairro do Jabaquara, Gil nasceu numa família pobre. Na infância, vendia balas e santinhos na porta da Igreja de São Judas Tadeu, onde mais tarde foi aceito como congregado mariano. Sofria de gagueira e para superá-la tentava imitar os locutores esportivos que ouvia pelo rádio. O método funcionou e foi convidado a ser locutor nas quermesses da igreja e ali descobriu que o rádio seria o seu destino.

A ideia de se formar médico foi deixada de lado. Era um sonho de seu pai. O rádio falava mais alto, literalmente. Seu primeiro emprego foi aos 18 anos. Estava na quermesse falando sobre tal moça que mandou beijo para tal rapaz e uma das pessoas que se acostumara a ouvi-lo o convidou para um teste numa Rádio chamada Progresso. Seria no setor esportivo. Claro que deu certo e com o passar do tempo foi chamado para a Rádio Marconi também para a coberturas de jogos de futebol. Mas o destino mudou sua trajetória.

Depois de virar repórter, se tornou diretor de jornalismo da Rádio Marconi. Eram os anos 60. A Marconi ficava no prédio entre a Praça da Sé e Praça Clóvis – prédio que foi implodido anos depois para a construção da estação Sé do Metrô. E Gil se tornou um especialista em reportagens policiais no começo de 1968 por acaso. Ficou sabendo de um caso de agressão sexual que ocorria no prédio da própria Marconi. Resolveu fazer a cobertura ao vivo. Microfone em punho desceu as escadas e começou a entrevistar as pessoas.

Ali começava a carreira de mais de 40 anos com muito sucesso.  A audiência recorde da Marconi com a cobertura fez o dono da rádio concordar com a idéia de Gil em criar um programa só com notícias policiais. A época não era propícia. Estávamos em plena ditadura militar e os milicos não gostavam de críticas ao trabalho das polícias. A Polícia Militar era reserva das Forças Armadas.

Gil teve diversos problemas por causa do noticiário. Mas suas críticas eram construtivas, fez inúmeras amizades na polícia que o tirava dos problemas com a ditadura. Ele tinha acesso livre aos registros policiais e ao trabalho de rua de delegados, investigadores, peritos. Na época da censura brava dos jornais, do rádio e da TV, Gil mudava a maneira de falar e narrava historinhas infantis e receitas culinárias. Enfrentou problemas também com os bandidos mas seguiu em frente.

Em 1991, decidiu trocar o rádio pela TV e foi participar do noticiário Aqui Agora do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Era um jornal baseado em notícias policiais também com a cobertura de problemas da cidade, do consumidor, da política.
Mas Gil era o destaque, o carro chefe do noticioso. Sua voz e o gestual caíram no gosto do público e com o passar dos anos serviram como inspiração para imitadores dos programas de humor. Sempre com camisas de cores fortes como se fossem compradas no Havaí, Gil com a mão direita empunhando o microfone e a esquerda gesticulando como se alisasse o pelo de um gato, narrava os crimes, as histórias de seqüestro, estupros, assassinatos. O que ele fazia no rádio foi aprimorado na TV, acrescentando as imagens.

Usava frases curtas, se emocionava diante das vítimas durante as entrevistas e explodia com indignação ao ouvir os criminosos. Foram seis anos de pleno sucesso.

Em 1997, o Aqui Agora foi retirado do ar. Gil só voltou para a TV anos após. Foi trabalhar no programa humorístico Escolinha do Barulho, da Record TV.

No ano seguinte, se tornou repórter da TV Gazeta, no Programa Mulheres. Em 2005, esteve na Rede TV!. Um ano depois, decidiu voltar ao rádio. Andou pela Record, Tupi, e, em 2012, se afastou definitivamente do dia a dia do rádio passando a colaborar com crônicas gravadas com várias emissoras de rádio. Mas o bordão que encerrava seus programas diários no rádio sempre será lembrado pelos seus antigos ouvintes.

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O rádio nasceu como um meio exclusivamente sonoro, mas sua origem acústica está em constante transformação. Hoje, o rádio está nas plataformas digitais, mas continua ainda na antena dos carros, nas casas, nos radinhos portáteis. No meio digital, o rádio virou podcast. E os podcasts viraram videocasts, agregando imagens às vozes que sempre ouvimos.

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Arte R7

Direção Geral: Aline Sordili  
Ideia Original: Marcelo Eduardo dos Santos  
Produção: Julio Teruyu e Valeria Valente  
Roteiro: André Avelar, Carmen Farão, Jayr Dutra, Juliana Camargo e Wagner Vidal  
Criação e arte: Omar Sabbag e Matheus Vigliar  
Produção Audiovisual:  Douglas Tadeu, Danilo Barboza, Marisa Kinoshita, Caíque Ramiro  
Direção de Fotografia: Elvio Guedes
Sonorização: Rafael Ramos
Editor de Pós-produção: Sidney Leão
Gerente Técnico Suporte:  Otavio Fernandes Moreira  
Gerente de Operações: Eduardo Tiago Oliveira
Gerente de Projetos Musicais: Marcelo Eduardo dos Santos
Captação, pós-produção e edição: Equipe Ablink 
Coordenadora de Produtos Originais: Renata Garofano
Coordenadores Transmídia: Bruno Oliveira, Leonardo Azzali e Juliana Lambert
Diretor Executivo multiplataforma: Dado Lancellotti 
Diretor de Conteúdo OTT: Josmar Bueno Júnior
Direção de Conteúdo Digital e Transmídia: Bia Cioffi
Direção de Jornalismo Record TV:  Aline Sordilli, Clovis Rabelo, Marcelo Trindade, Rafael Perantunes, Rogério Gallo, Thiago Contreira
Vice-presidente de Jornalismo: Antonio Guerreiro